segunda-feira, 17 de março de 2014
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
O Convento dos Capuchos em "A Alma e a Gente"
Em 2010 o programa "A Alma e a Gente" visitou Sintra. Uma pequena parte do programa passa-se na Serra de Sintra e, em particular, no Convento dos Capuchos.
É curiosa a abordagem à lenda de Frei Honório, que nada tem que ver com "crueldade". A lenda tem várias versões, várias abordagens, e não deve ser entendida em sentido absolutamente literal.
(o Convento à passagem dos 5 minutos do vídeo em cima)
É curiosa a abordagem à lenda de Frei Honório, que nada tem que ver com "crueldade". A lenda tem várias versões, várias abordagens, e não deve ser entendida em sentido absolutamente literal.
(o Convento à passagem dos 5 minutos do vídeo em cima)
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Arquiteturas franciscanas
É com grande satisfação que reactivo este "SOS Capuchos" (que não perdeu um pingo da sua actualidade desde que há algum tempo atrás deixou de conhecer actividade regular) com a publicação de um artigo científico da autoria da investigadora Susana Matos Abreu, intitulado "Arquiteturas franciscanas das Origens na Mais Estrita Observância portuguesa do século XVI: a lição de Vitrúvio".
O artigo, que tem referências abundantes aos Capuchos de Sintra e ao seu convento, pode ser lido na íntegra aqui.
O artigo, que tem referências abundantes aos Capuchos de Sintra e ao seu convento, pode ser lido na íntegra aqui.
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arquitectura,
História do Convento,
Igreja Conventual
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Deste Lado da Ressurreição
"Rafael (Pedro Sousa, campeão júnior de surf do Guincho) é um jovem surfista perdido no mundo, desenquadrado de tudo e de todos. Com uma grande violência interior, que se reflecte no seu corpo e na maneira como surfa, busca um sentido para a sua vida. E será ali, entre a praia do Guincho, o Convento dos Capuchos e a serra de Sintra, que vai finalmente encontrar o seu lugar..."
(trailer)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Fezes de pássaros, na Cruz do Alpendre da Portaria
O assunto já aqui havia sido tratado em Fevereiro de 2009, e desde então nada mudou, excepto a minha convicção de que as fezes dos pássaros são de facto extremamente nocivas para a "saúde" da tábua em causa...
Hoje, no Convento, pude constatar que o perigo potencial de fezes sobre o frade crucificado dos Capuchos de Sintra passou a situação concreta, tornando-o cada vez mais urgente a remoção do ninho e a limpeza das fezes.

Hoje, no Convento, pude constatar que o perigo potencial de fezes sobre o frade crucificado dos Capuchos de Sintra passou a situação concreta, tornando-o cada vez mais urgente a remoção do ninho e a limpeza das fezes.

No entretanto, o serviço de catering montado junto ao Terreiro das Cruzes e os carrões com motorista estacionados no portão principal da Pena indiciam visita de gente bem colocada aos Capuchos de Sintra. Sendo dia do croquete e dos discursos de circunstância, fica o apelo - mais um! - a uma rápida e efectiva intervenção no Convento, onde nada muda faz muito tempo...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
450 anos do início da construção dos Capuchos de Sintra
Passam hoje 450 anos sobre o início das obras de construção do Convento.
Ler mais sobre o assunto aqui.
Ler mais sobre o assunto aqui.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Do "Tao Te King"
Uma passagem bem próxima do franciscanismo da Santa Cruz da Serra de Sintra:
"Rejeita a sabedoria e o conhecimento
O povo tirará assim cem vezes mais proveito.
Rejeita a bondade e a justiça
O povo voltará à piedade filial e ao amor paternal.
Rejeita a indústria e o seu lucro
Os ladrões e os bandidos desaparecerão.
Se estes três preceitos não forem suficientes
ordena o que se segue:
distingue o simples e abraça o natural,
reduz o teu egoísmo e refreia os teus desejos."
"Rejeita a sabedoria e o conhecimento
O povo tirará assim cem vezes mais proveito.
Rejeita a bondade e a justiça
O povo voltará à piedade filial e ao amor paternal.
Rejeita a indústria e o seu lucro
Os ladrões e os bandidos desaparecerão.
Se estes três preceitos não forem suficientes
ordena o que se segue:
distingue o simples e abraça o natural,
reduz o teu egoísmo e refreia os teus desejos."
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
D. Afonso VI e o hábito franciscano
Nove anos passou D.Afonso VI fechado no Paço da Vila de Sintra, depois de cinco anos vivendo nos Açores (e mais concretamente na Ilha Terceira). Trata-se de uma das histórias mais tristes ocorrida durante a dinastia de Bragança, de que foi segundo rei, sucedendo-lhe o irmão - D.Pedro II - aliás regente desde 1667, que muitos acusam de ter envenenado o irmão, depois de o submeter a clausura desumana.
Seja como for, contam as antigas narrativas que depois da sua morte, ao rei foi vestido um hábito de S.Francisco, "o primitivo, e cingido o cordão da mesma ordem seraphica". Tinha ainda sobre os ombros o hábito da Ordem de Cristo, e sobre as mãos o capacete da mesma Ordem.
Pergunto-me se durante os 9 anos de prisão no seu quarto do Palácio da Vila, o rei a quem chamaram no seu tempo "O Vitorioso" não terá tido contacto com frades capuchos do Convento de Santa Cruz (que, como se sabe, se deslocavam regularmente à vila, para tratar de assuntos diversos), justificando esse contacto com os franciscanos da Santa Cruz a opção de levar consigo, para a "última morada" o hábito da ordem fundada pelo Santo de Assis.
Seja como for, contam as antigas narrativas que depois da sua morte, ao rei foi vestido um hábito de S.Francisco, "o primitivo, e cingido o cordão da mesma ordem seraphica". Tinha ainda sobre os ombros o hábito da Ordem de Cristo, e sobre as mãos o capacete da mesma Ordem.
Pergunto-me se durante os 9 anos de prisão no seu quarto do Palácio da Vila, o rei a quem chamaram no seu tempo "O Vitorioso" não terá tido contacto com frades capuchos do Convento de Santa Cruz (que, como se sabe, se deslocavam regularmente à vila, para tratar de assuntos diversos), justificando esse contacto com os franciscanos da Santa Cruz a opção de levar consigo, para a "última morada" o hábito da ordem fundada pelo Santo de Assis.
domingo, 17 de janeiro de 2010
A Cela (dita) "de D.Sebastião"
Quem passando o portão do Convento segue pelo terreiro que se segue chega ao Telheiro da Portaria, onde uma magnífica cruz revela segredos que não importa aqui abordar. A ladear a Cruz (que se pode ver na fotografia em baixo) duas portas dão acesso a pequenas divisões, sendo uma delas muito especial pela função que a história, ou a lenda, lhe destinou.
Já aqui havia referido que, segundo a tradição local, D.Sebastião passou nos Capuchos de Sintra um período de reclusão antes da partida para o Norte de África, onde se deram os acontecimentos de Álcacer-Quibir. Acrescento agora que, segundo me contou o antigo guarda do Convento, Frei Gaspar, a cela onde esteve encerrado (uma semana inteira, em contemplação da Santa Cruz) o Rei-Menino foi esta sobre a qual aqui escrevo.
A cela é pequena, como o são as restantes celas do Convento, mas tem uma particularidade que a tornava especialmente indicada para o propósito referido (a contemplação do símbolo da Cruz): a luz natural entra nesta cela por uma pequena janela, localizada junto ao tecto, num dos seus cantos. A orientação desta janela permite a quem nela se encerrar observar a magnífica rocha que domina a paisagem do Convento, e sobre a qual se erguia - até há alguns anos - uma pequena Cruz de pedra.
Imagine-se pois o Rei de Portugal, D. Sebastião, fechado na escuridão da cela, alimentando a alma apenas do pão espiritual servido pela Cruz daquele penedo.
Já aqui havia referido que, segundo a tradição local, D.Sebastião passou nos Capuchos de Sintra um período de reclusão antes da partida para o Norte de África, onde se deram os acontecimentos de Álcacer-Quibir. Acrescento agora que, segundo me contou o antigo guarda do Convento, Frei Gaspar, a cela onde esteve encerrado (uma semana inteira, em contemplação da Santa Cruz) o Rei-Menino foi esta sobre a qual aqui escrevo.
A cela é pequena, como o são as restantes celas do Convento, mas tem uma particularidade que a tornava especialmente indicada para o propósito referido (a contemplação do símbolo da Cruz): a luz natural entra nesta cela por uma pequena janela, localizada junto ao tecto, num dos seus cantos. A orientação desta janela permite a quem nela se encerrar observar a magnífica rocha que domina a paisagem do Convento, e sobre a qual se erguia - até há alguns anos - uma pequena Cruz de pedra.
Imagine-se pois o Rei de Portugal, D. Sebastião, fechado na escuridão da cela, alimentando a alma apenas do pão espiritual servido pela Cruz daquele penedo.
Convento ou Mosteiro?
Muita gente sente grande dificuldade em distinguir Conventos e Mosteiros, não conhecendo os motivos que permitem atribuir uma denominação ou outra aos lugares de recolhimento de religiosos cristãos.
A primeira distinção a fazer-se diz respeito à identificação dos seus ocupantes: se uma determinada casa consagrada à vida em comunidade de religiosos é habitada por membros de uma ordem monástica (ou seja, monges), então estamos perante um Mosteiro; se a comunidade é constituída por membros de uma ordem mendicante, então trata-se de um Convento.

Na imagem (Duarte d'Armas, 1510), o Mosteiro de Nossa Senhora da Pena (cume mais à direita da Serra de Sintra), ocupado por Monges Jerónimos.
As ordens mais conhecidas de ambas as tipologias são: Mendicantes - Franciscanos, Dominicanos (também chamados "Pregadores"), Carmelitas e Agostinianos; Monásticas - Jerónimos, Cistercenses, Trapistas e Beneditinos.
Muitas fontes referem a localização dos Conventos (dentro dos muros das cidades medievais) e dos Mosteiros (normalmente localizados fora dos muros) como factor de distinção. Em todo o caso existem inúmeros exemplos de Mosteiros localizados dentro das cidades e de Conventos construídos em locais isolados, que tornam este critério falível, datado e de difícil aplicação.
A primeira distinção a fazer-se diz respeito à identificação dos seus ocupantes: se uma determinada casa consagrada à vida em comunidade de religiosos é habitada por membros de uma ordem monástica (ou seja, monges), então estamos perante um Mosteiro; se a comunidade é constituída por membros de uma ordem mendicante, então trata-se de um Convento.

Na imagem (Duarte d'Armas, 1510), o Mosteiro de Nossa Senhora da Pena (cume mais à direita da Serra de Sintra), ocupado por Monges Jerónimos.
As ordens mais conhecidas de ambas as tipologias são: Mendicantes - Franciscanos, Dominicanos (também chamados "Pregadores"), Carmelitas e Agostinianos; Monásticas - Jerónimos, Cistercenses, Trapistas e Beneditinos.
Muitas fontes referem a localização dos Conventos (dentro dos muros das cidades medievais) e dos Mosteiros (normalmente localizados fora dos muros) como factor de distinção. Em todo o caso existem inúmeros exemplos de Mosteiros localizados dentro das cidades e de Conventos construídos em locais isolados, que tornam este critério falível, datado e de difícil aplicação.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Leitura aconselhada sobre o Convento
Sintra - 7 anos numa ilha
de Emídio Copeto Gomes e Gustavo Figueiredo
de Emídio Copeto Gomes e Gustavo Figueiredo
Editora: Texto Editores
PVP c/IVA: 24,99 €
Data de Capa: 2007/09/24
Breve Descrição: «... Sintra é maior do que o seu espaço geográfico. Nela, nada é produto do estéril e superficial campo da fantasia. Nesta terra cintilante e fecunda, tudo está ali para ser apercebido como um outro plano do Real.»
Comprar aqui.
As capelas do "Ecce Homo" em Sintra e Varatojo
"Ao percorrer esta matazinha, que não foi plantada com artísticos cuidados, mas fôra um pedaço de monte, cujos arbustos cresceram à mercê da sua natureza e formaram selva, mais ao diante aproveitada pelo primeiro colono, estabelecido naquele monte, convertendo-a depois em quinta utilitária e de recreio o primeiro proprietário que no lugar se estabelecera.
Uma capelinha mariana, erguida no local do antigo sobreiro, no fim do século quinze, continua a lembrar-nos o encontro da imagem milagrosa, agora venerada na sua capela da portaria conventual. Andada uma dúzia de passos frente àquela capelinha da mata, topamos, à esquerda, o antigo forno da cal que ele fornecera para o convento, nos anos de 1470-1474, convertido em devotíssima capela, com três grutas, abertas na sua circunferência, cada qual com sua imagem. A principal, à frente de quem entra, forma uma pequenina capelinha, azulejada com quadros de raro acabamento, datados do ano 1737.
A imagem antiga ali venerada era a do Senhor Ecce Homo; actualmente, porque esta desaparecesse com a invasão dos republicanos em 1910, foi substituída pelo Senhor à Coluna".
(Sobre a capelinha do Varatojo, fonte)
Uma capelinha mariana, erguida no local do antigo sobreiro, no fim do século quinze, continua a lembrar-nos o encontro da imagem milagrosa, agora venerada na sua capela da portaria conventual. Andada uma dúzia de passos frente àquela capelinha da mata, topamos, à esquerda, o antigo forno da cal que ele fornecera para o convento, nos anos de 1470-1474, convertido em devotíssima capela, com três grutas, abertas na sua circunferência, cada qual com sua imagem. A principal, à frente de quem entra, forma uma pequenina capelinha, azulejada com quadros de raro acabamento, datados do ano 1737.
A imagem antiga ali venerada era a do Senhor Ecce Homo; actualmente, porque esta desaparecesse com a invasão dos republicanos em 1910, foi substituída pelo Senhor à Coluna".
(Sobre a capelinha do Varatojo, fonte)
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
D. João de Castro e a Igreja Católica na Índia
A leitura do livro "O papel da Igreja Católica na Índia", de Fernanda Durão Ferreira, permite compreender melhor o antes e o depois da chegada dos Jesuítas (em grande parte espanhóis) aos territórios ultramarinos portugueses na Índia, e o tipo de convivência entre Cristãos europeus, Cristãos de São Tomé e religiosos hindus locais nos dois referidos períodos.
A obra debruça-se também sobre o período do governo de D. João de Castro (1548), fundador espiritual dos Capuchos de Sintra, coincidente aliás com a acção na Índia daquele que foi o grande iniciar de um tipo de perseguição destruidora e estruturada dos católicos romanos europeus relativamente ás demais confissões religiosas fixadas nos territórios indianos sob controlo português, o jesuíta espanhol "São" Francisco Xavier.

S. Francisco Xavier em Goa. Pintura de André Reinoso.
Igreja de S.Roque, Lisboa.
A obra debruça-se também sobre o período do governo de D. João de Castro (1548), fundador espiritual dos Capuchos de Sintra, coincidente aliás com a acção na Índia daquele que foi o grande iniciar de um tipo de perseguição destruidora e estruturada dos católicos romanos europeus relativamente ás demais confissões religiosas fixadas nos territórios indianos sob controlo português, o jesuíta espanhol "São" Francisco Xavier.

S. Francisco Xavier em Goa. Pintura de André Reinoso.
Igreja de S.Roque, Lisboa.
É conhecida a relação conturbada que entre os governadores e vice-Reis portugueses relativamente aos religiosos da Contra-Reforma. Uma carta, que mais tarde procurarei transcrever, dirigida por D. João ao filho D. Álvaro dá nota do descontentamento do nobre português face ao comportamento - muito pouco católico - dos religiosos que se "orientavam" no Oriente português.
"As bodas de Deus", de João de César Monteiro
O filme "As bodas de Deus" (longa metragem de 1998), de João de César Monteiro, é parcialmente filmado no Convento dos Capuchos.
Um filme aconselhado
Pese embora se debruce sobre o silêncio trapista, e não a aspectos específicos do franciscanismo, o filme-documentário toca em pontos comuns às duas ordens. A não perder, para quem se interessa pela vida destes homens.
Sintra e o Bussaco, no livro "Omnia" (1812)
Um dos Conventos que, em território nacional, mais se aproxima ao de Sintra encontra-se no coração da Serra do Bussaco, e é Carmelita. Tal como o de Sintra, o Convento do Bussaco é dedicado à Santa Cruz, e desde há muito que os visitantes o associam, na beleza e simplicidade ao cenóbio capucho franciscano sintrense: "O convento recorda o bem conhecido Convento da Cortiça, em Cintra; tem todavia uma escala maior, e um enquadra-se num cenário talvez mais impressionante; a cortiça é usada em vez da madeira, um sinal da sua pobreza".
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