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sábado, 16 de janeiro de 2010

Leitura aconselhada sobre o Convento


Sintra - 7 anos numa ilha
de Emídio Copeto Gomes e Gustavo Figueiredo

Editora: Texto Editores
PVP c/IVA: 24,99 €
Data de Capa: 2007/09/24

Breve Descrição: «... Sintra é maior do que o seu espaço geográfico. Nela, nada é produto do estéril e superficial campo da fantasia. Nesta terra cintilante e fecunda, tudo está ali para ser apercebido como um outro plano do Real.»

Comprar aqui.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sintra e o Bussaco, no livro "Omnia" (1812)

Um dos Conventos que, em território nacional, mais se aproxima ao de Sintra encontra-se no coração da Serra do Bussaco, e é Carmelita. Tal como o de Sintra, o Convento do Bussaco é dedicado à Santa Cruz, e desde há muito que os visitantes o associam, na beleza e simplicidade ao cenóbio capucho franciscano sintrense: "O convento recorda o bem conhecido Convento da Cortiça, em Cintra; tem todavia uma escala maior, e um enquadra-se num cenário talvez mais impressionante; a cortiça é usada em vez da madeira, um sinal da sua pobreza".

terça-feira, 24 de março de 2009

O Convento por Soror Violante do Céu (1601-1693)

Sem notas nem extensa introdução, aqui deixo em jeito de partilha - a verdadeira vocação deste Blog dedicado ao Conventinho - uma bonita "canção" de Soror Violante do Céu (1601-1693), freira dominicana que escreveu sobre a Casa franciscana da Santa Cruz de Sintra, a propósito de um "corisco" que na Cerca partiu uma Cruz, sem fazer vítimas entre a comunidade de religiosos arrábidos.

Porque este singular e belíssimo poema fala por si, aqui fica a transcrição:

"Si minha penna fôra
Das azas de algum Anjo produzida,
Tanto vôara agora,
Que da Arvore que o foi da melhor vida,
Applaudira o valor com canto excelso,
Como anhela a razão, pede o sucesso.

Mas supposto que seja
Indigna minha penna de tal gloria,
Quero que o Mundo vêja
A nova Redempção, nova victoria,
Que obrou, que conseguio a Cruz divina
Na Casa singular, que patrocina.

Naquella altiva Serera,
Que em Cintra desafia o Firmamento,
Hum breve Ceo na Terra
Ostenta a Santidade de hum Convento,
Tão raro na virtude, e Santidade,
Como raro tambem na brevidade.

He o titulo delle
Sancta Cruz, porque á Cruz he dedicado,
Que assiste sempre nelle
Pois no mesmo Sacrario collocado
Tem aquelle ditoso, e Sancto Lenho,
Que foi das nossas almas desempenho.

Na breve cerca deste
Epilogo de excessos portentosos,
Quiz o pendão celeste
Obrar tambem excessos amorosos
Pois da balla terrivel de hum corisco
Quiz que fosse só seu o alheio risco.

Porque dando temores
A todo o claro globo huma tormenta,
Que em raios, e esplendores,
Falsificou cruel a alma violenta,
Abortou o vapor que congelado
Ficou em pedra dura transformado.

Não dirigio o tiro
A' soberba da Serra levantada,
Senão ao bom retiro
De hum logar que na cerca limitada,
Serve, por solitario, de deserto,
Aos que vam contemplar no amor mais certo.

E sendo frequentado
De hum, e outro Capucho venturoso,
Logar tão retirado
Principio do Successo milagroso,
Foi não estar nenhum naquella hora
Aonde cada qual contempla, e ora.

Com barbara ousadia
Ao pé da Arvore excelsa cahio logo
A pedra, que trazia
Contra toda a defensa armas de fogo
Mas oppondo-se a tudo a Cruz divina
Tomou sobre si só toda a ruina.

Porque quebrando a furia
A pedra do Corisco na, que tinha
A Cruz, lhe fez injuria
De a partir, sendo de outras trão visinha,
Que de inveja podera desfaz-las
Por serem pedraria das estrellas.

Porém como invejosa
Só da Pedra, que tinha a Cruz sagrada
Por ser mais preciosa
Por estar á Cruz santa mais chegada,
Com tal furia a quebrou que fez pedaços
A quem o mesmo Deos teve em seus braços.

Mas, ficando corrida
De atrevimento tal, tal desacato
A pedra já partida
Escondeo entre outras com recato,
Mostrando envergonhar-se do defeito,
De não guardar á Cruz todo o respeito.

Porém todo guardara
Si quem nella morreo não permittira,
Com piedade rara
Que objecto fosse a Cruz de tanta ira,
Porque nenhuma vida perigasse
E a soberna Cruz mais o imitasse.

Porque como Deos nella
Nossos culpas livrou, nossos tormentos,
Quiz tambem que a Cruz bella
Tomasse sobre si riscos violentos,
Porque se visse bem que na Cruz Santa
Semilhança influio união tanta.

Porém a semilhança,
Que eu acho nesta acção tão parecida,
He que a humana ofensa
Pagou Christo, e a Cruz exclarescida,
Por Justos, como já por Peccadores
Fineza ostentou, soffreo rigores.

Oh bemaventurados
Os que adquirir souberam tal fineza
Vivendo retirados
Em tal imitação, em tal pobreza
Que do simples por breve potentoso
He hum penedo só tecto famoso.

Ditosos os que habitam
Em tão doce prisão, tal soledade,
ois viver solicitam
Na largueza maior da Eternidade,
E ditoso tambem o Heroe illustre
Que em tal casa fundou da Terra o lustre.

Oh! multiplique glorias
A seu ditoso Espirito a Cruz Santa
Por quem levou victorias
Que a Fama solemnisa a Terra canta
Com as quaes imprimio nos mesmos Astros,
O tymbre dos Noronhas, e Castros.

E vós Capuchos Santos
Que com tanta Oração, tal penitencia
Ganhaes favores tantos
Alcançai-me da Eterna Providencia
Favor para que louve a Cruz divina,
Que a tão firmes bonanças vos destina.

Pedi ao Rey piedoso
Que servis nesse breve Paraiso
Que de seu Sol glorioso
Hum atamo conceda ao meu juizo
Porque accerte a louvar a Cruz ditosa
Das almas doce Mâi, de Deos Esposa.

Pedi-lhe que suspenda
Os castigos que tenho merecido,
E que a Cruz me defenda
Do risco, que, por grande, he tão temido,
Pois he certo se falta a Soberana
Que contra o Ceo não val defesa humana."

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sobre a Lenda de Honório (parte 1)

"Quanto mais alto o homem,
de mais coisas tem que se privar.
No píncaro não há lugar senão para o homem só.
Quanto mais perfeito, mais completo,
e quanto mais completo, menos outrem."

Do "Livro do Desassossego"
por Bernardo Soares/Fernando Pessoa
Volume I, pág.101


Muitos foram os veneráveis padres que passaram pelo Conventinho de Sintra, ali deixando indelével marca, ora por algo que fizeram, ora por lendas e tradições locais que evocam os seus nomes e exemplos de vida.

De entre todos, Frei Honório de Santa Maria será o mais célebre, talvez a par de Frei Agostinho da Cruz (embora este pelo que escreveu e viveu no Convento da Arrábida) e de Frei Pedro de Antoria, franciscano espanhol do Reino de Jaen e proveniente da Recoleta Casa de Abrojo e que foi um dos primeiros "arrábidos" da Província, bem como o primeiro guardião do Convento de Sintra.

Honório viveu uma longa e rica vida, que já aflorámos aqui no Blog, e a sua lenda eternizou-se (cumprindo a função que lhe é própria) na boca e nos escritos de gentes locais ou de fora, embora com várias cambiantes, que tornam a sua vida - tal como é conhecida pelos estudiosos ou visitantes do Convento - ainda mais rica e interessante.

A mais conhecida lenda relativa à vida de Honório teve no livro "Cintra Pinturesca", do Visconde de Juromenha, o seu mais eficaz divulgador. A lenda tem sido contada ao longo dos anos de formas diferentes, mantendo-se no essencial o âmago da história, que está assim resumida na página web da CM de Sintra:

"Diz-se que certa vez, Frei Honório encontrou pelos campos uma linda rapariga, "para quem não olhou", mas que o forçou a fazer algo. Exigia-lhe que a confessasse. O virtuoso monge, naquele ermo não tinha confessionário, e sem querer fixar a pequena, mandou-a para o convento em procura de outro confessor. A bela de moçoila não se conformou com a resposta e insistiu ao mesmo tempo com o bom religioso. Rubro como um tomate, a suar em bico - isto passou-se em Agosto - apressou o passo, sempre seguido daquela que lhe pedia a absolvição ou penitência, até que, voltando-se e tapando o rosto com uma das mãos para fugir à formosura que o diabo encarnara para o tentar e perder, com a outra fez o sinal da cruz, a que a endiabrada e tentadora, respondeu com um grito, fugindo para não mais ser vista. Então, Frei Honório, por castigo por ter caído em tentação, isolou-se a pão e água numa gruta existente no Convento. E lá ficou até ao fim da sua vida".

A obra "Espelho de Penitentes e Chronica da Provincia de Santa Maria da Arrabida", da autoria de Frei António da Piedade (Lisboa, 1728), dedica a Honório dois capítulos, o primeiro sobre a sua vida e o segundo dedicado a episódios particulares dos seus triunfos sobre o demónio.

Este segunda capítulo, que é o XLI da Parte I, Livro IV, inclui quatro breves narrativas, que aqui procurarei resumir, nos seus traços essenciais.

I.

Conta a Crónica da Arrábida que foi certo dia de Jubileu, quando Honório se dirigia para o Confessionário do Convento onde já o esperava muita gente das Vilas de Sintra e Colares, deparou-se com a figura de um homem humilde, que ajoelhado lhe pediu a confissão "que a queria fazer geral das suas culpas". Honório anuiu, sem saber o que o esperava, e a confissão - que julgava breve, de forma a poder ouvir todos quantos esperavam - prolongou-se por três dias seguidos, com o Padre a suster "com paciencia a molestia, por entender fazia a Deos hum grande serviço". As culpas eram enormes, e a confissão prometia demorar-se ainda muito, pelo que Honório assim se dirigiu ao homem: "Jesus me valha! Haveis de acabar de vos confessar alguma hora?". E ao pronunciar as transcritas palavras "desappareceo o penitente, deixando hum abominavel cheiro no confessionario". Era pois o demonio, que usando a máscara de homem simples procurava "estorvar os muitos Sacramentos, que houvera de ter administrado aquelles dias".

II.

A mesma Crónica narra o episódio de uma visita que no Convento lhe fez uma mulher de Cascais, que ali vinha fazer confissão, para assim iniciar um novo rumo para a sua vida "depravada". O porteiro do Convento deu o recado a Honório, mas vindo ao encontro da dita mulher, encontrou primeiro um moço, que confessou sem saber que o seu único objectivo era afastá-lo da confissão da visitante de Cascais... Prolongou-se a confissão por quatro horas, e mais teriam sido, não tivesse Honório dito: "Filho, ou tu es o diabo, ou o trazes contigo". O moço respondeu-lhe "He verdade, que eu sou o diabo, e a boa pessa lhe tenho feito", e desapareceu. Confuso, Honório procurou a penitente de Cascais, mas lhe disseram que já se havia ido. O frade de Sintra entendeu por bem procurar a mulher, por forma a não deixar triunfar o diabo, e para "a livrar das garras do infernal lobo". Com a permissão do Prelado, percorreu a Serra e foi encontrá-la já no pé da mesma. Ali mesmo a confessou, e a "animou à perseverança do proposito", partindo depois de regresso ao Convento.

(continua...)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Os Capuchos no "Livro das grandezas de Lisboa" (1804)

Da obra "Livro das grandezas de Lisboa", por Nicolau de Oliveira. Publicado por Impressaõ regia, 1804. Página 150.

Sobre Sintra:

"Tem mais três Mosteiros: o primeiro , e mais chegado á villa, he o Mosteiro da Sanctissima Trindade , o qual tem dez Religiosos. O segundo he de Religiosos da Ordem de Saõ Hieronymo , chamado nossa Senhora da Pena, situado todo quasi sobre hum penedo no principio da Serra, e tem vinte Religiosos. O terceiro, que he de Franciscanos Capuchos , está quasi no fim da mesma Serra , e delle se afirma ser o mais pequeno em sitio, mais pobre, e mais áspero que todos os do mundo; e sendo este, daõse alguns Religiosos por desconsolados por lhes naõ darem seus Prelados licença pera serem moradores daquella casa onde ha dez Religiosos"

"... outras recreações, que tem Cintra, dignas de grande consideração" (1608)

Do livro "Do sitio de Lisboa. Sua grandeza, povoaçaõ e Commercio, & Dialogos de Luiz Mendes de Vasconcelos. Reimpressos conforme a Ediçaõ de 1608. Novamente correctos, e emendados". Página 168.

"... mas direi outras recreações, que tem Cintra, dignas de grande consideração, pois nella por santidade, e aspereza da vida, está o melhor do Mundo neste nosso tempo, e por novidade, frescura, e belleza de Conventos, nenhuma outra terra lhe faz vantagem; porque aonde ha outro Mosteiro como o dos Capuchos, mettido todo dentro de huma lapa, com todas as officinas cavadas na pedra della, cujas cellas são tão pequenas, que se não póde entrar nellas senão de lado, nem estar dentro em pé, e tudo o mais, e a vida dos Religiosos delle, he correspondente a esta aspereza de habitação (...)."

quarta-feira, 4 de março de 2009

Diogo Bernardes, sobre o noviciado de Agostinho da Cruz

"Em que te mereci, oh Agostinho
Que n'esta escura selva me deixasses
Tomando para ti melhor caminho?"

Agostinho Pimenta toma hábito, adopta o nome religioso de Fr. Agostinho da Cruz, e é o poeta Diogo Bernardes quem se lamenta do irmão o deixar "n'esta escura selva", que é a realidade exterior aos seus votos e à sua nova casa, em Sintra, para tomar "melhor caminho".

Diogo Bernardes era, segundo alguns autores, amigo pessoal de Camões, e homem bem relacionado com o Rei-Menino D.Sebastião, que lhe pediu que com ele embarcasse para o Norte de África, em vésperas dos acontecimentos de Álcacer-Quibir.

Talvez seja esta a justificação para alguns afirmarem que, contrariamente ao que muitos defendem, a leitura que Camões fez dos Lusíadas perante D.Sebastião não teria acontecido no Paço de Sintra, nem sequer na Penha Verde (como afirma Garret, no livro que dedicado ao poeta maior da nossa história) mas antes nos Capuchos.

D.Sebastião seria, assim o creio, visita regular dos franciscanos de Sintra, e poderá ter acontecido o próprio Camões ter visitado o Convento a convite de Bernardes, que ali tinha como frade o seu irmão Agostinho. Poderá? Especulação pura, já que para além da tradição oral e da convicção de alguns estudiosos do tema, nada prova que assim tenha acontecido, e as relações familiares e de amizade entre os intervenientes não é base suficiente de sustentação.

Também se afirma que teria sido no Convento que D.Sebastião teria escrito as cartas de mobilização para a Campanha do Norte de África, em número que rondaria as oito mil... Frei Bernardo da Cruz confirma, na sua "Chronica de El Rei D.Sebastião" que as cartas foram escritas em Sintra, mas nada de concreto e objectivo se diz acerca do local da Serra ou da Vila onde as mesmas foram redigidas.

Seja como for, a ligação do Convento ao Sebastianismo é imensa. Porque foi local de visita do Rei-Menino, porque a tradição local liga - pelo menos em parte - a leitura dos Lusíadas e as cartas de mobilização para África ao cenóbio franciscano, porque ali passou alguns meses o "falso D.Sebastião" que se chamava Mateus Álvares, e que ficou para a história conhecido como "o Rei da Ericeira"...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cartas e narrativas do início do século XIX

O Convento dos Capuchos foi, no século XIX, um local de paragem obrigatória para os visitantes estrangeiros da zona de Sintra. Dessas visitas ao Convento, que então ainda se encontrava habitado por um número variável de frades e outras pessoas que ali procuravam refúgio (como se verá), resultaram várias descrições incluídas em livros editados sobre Portugal.

Do Convento se diz quase sempre que é um lugar de grande rigor e austeridade. Mas depois os viajantes dividem-se nas considerações mais subjectivas que formulam sobre o lugar... Há quem se maravilhe com a beleza dos Capuchos e com a singularidade do Convento, e há quem a ele se refira em tom muitíssimo depreciativo.

Nalgumas das cartas que procurarei traduzir e publicar nos próximos dias são claramente identificados frades (nalguns casos erradamente designados por "monges" pelos viajantes), surgindo nas narrativas nomes como "Frei Francisco da Circuncisão", por exemplo. Alguns costumes do Convento são descritos, e existe também uma certa unanimidade acerca dos alimentos que os frades de Santa Cruz da Serra de Sintra colocavam na pedra que serve de mesa no seu refeitório, para retemperar as forças do estafados visitantes: queijo e vinho de Colares. Uns gostaram muito, e referem-no, outros consideram tanto o queijo como o vinho de muito fraca qualidade.

Noutra crónica há quem descreva a Biblioteca do Convento.

As cartas e narrativas do primeiro quarto do século XIX são elementos bibliográficos fundamentais para compreendermos um pouco melhor a fase final da vida do Convento, já que em 1834 se deu a extinção das ordens religiosas em Portugal. São também a prova de que já nessa altura se visitava o Convento com muita frequência, com os frades a receberem os estrangeiros e pessoas de fora com grande entusiasmo e hospitalidade.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sobre a cortiça no Convento

"No célebre Convento da Cortiça em Cintra, vários artigos de mobiliário são feitos destas árvores, sendo os estranhos que visitam o Convento convidados a levantá-los, de forma a surpreendê-los com a sua extrema leveza."

Do livro "Arboretum and Fruticetum Britannicum," por John Claudius Loudon (1783-1843) - (London, 1838), Vol. III - Part III - p.1914.
(tradução SOS Capuchos)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os Capuchos na Literatura

"Eu demoro-me apenas três ou quatro dias. O tempo de cavaquear um bocado com o Absoluto no alto dos Capuchos (...)"

Eça de Queirós
In Os Maias, 1888

Sintra, convento dos Capuchos
Cintra : the ascent to the Cork Convent
W. Colebrooke Stockdale, Souvenir of Cintra, [1875]
litografia
BN E.A. 118(2) A.

Fonte (citação e litografia): BND.